A convite da Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir) e do Ministério Público Federal de Rondônia, a coordenadora colegiada da Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescentes (Anced / Seção DCI Brasil), Denise Campos, participou de debate sobre o papel das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau na amplificação dos efeitos deletérios da nova cheia do Rio Madeira.

Durante a reunião, ficou definida a realização de um ato público no dia 07 de abril, em frente a Unir. Representada pela Denise, a Anced está na comissão de mobilização. Também está sendo elaborada uma carta de apoio à decisão liminar da Justiça Federal que responsabiliza o IBAMA e as usinas hidrelétricas em Rondônia pela ampliação dos efeitos da cheia histórica do Rio Madeira e determina a realização de novos estudos de impacto ambiental e a reparação aos atingidos.

Durante o debate, Denise lembrou a realização de uma audiência pública em Porto Velho, em 2011, que trouxe à tona os impactos sociais provocados pelas hidrelétricas em Rondônia e aprovou o documento “Carta de Porto Velho”, que cobra comprometimento do governo federal e das empresas na proteção dos direitos humanos de crianças e adolescentes, com foco especial para a exploração de crianças e adolescentes no distrito de Jacy Paraná.

Denise também lembrou que a partir daí foi formado um grupo de trabalho pelas Redes Nacionais de Defesa dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes que construiu a Carta 18 de maio, que estabelece responsabilidades para os governos e empresas na construção de grandes obras. Os documentos serão anexados à carta com denúncias sobre os impactos da construções das hidroelétricas em Rondônia.

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