Em nota publicada na última semana, a Rede Ecpat manifesta preocupação com as fragilidades e problemas nas redes de proteção dos direitos da criança e do adolescente nas cidades-sedes da Copa. Ao contrário do que os representantes do governo têm declarado, o risco de aumento de violações é grande.

De acordo com o texto, durante a III Oficina Nacional da articulação “Entre em Campo – Redes Pelos Direitos da Criança e do Adolescente” – da qual a Anced/ Seção DCI faz parte -,  a pesquisadora Graça Gadelha, ao apresentar o mapeamento dos cenários do sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente nos municípios que sediarão a Copa do Mundo de futebol, afirmou que “a tragédia está instalada, independente da Copa” O diagnóstico apresentado aponta uma série de fragilidades e problemas nas redes de proteção dos direitos nas cidades-sedes da Copa.

Confira a nota da ECPAT:

Às vésperas da Copa, governo ignora fragilidades do sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente

junho 04, 2014

by Luís Cláudio Alves

A Copa do Mundo de futebol da FIFA começa no dia 12 de junho e as avaliações das entidades da sociedade civil e dos órgãos governamentais sobre a real situação do sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente são divergentes. Para as entidades que integram a articulação “Entre em Campo – Redes Pelos Direitos da Criança e do Adolescente”, a situação é preocupante, pois as melhorias prometidas e anunciadas pelo governo não resolveram as fragilidades do sistema.

Ao contrário do que os representantes do governo têm declarado, o risco de aumento de violações é grande. Mapeamento dos cenários do sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente nos municípios que sediarão a Copa do Mundo de futebol, apresentado pela pesquisadora Graça Gadelha durante a III Oficina Nacional promovida pela articulação, revela que o quadro é desolador. Segundo ela, “a tragédia está instalada, independentemente da Copa”.

O diagnóstico apresentado aponta uma série de fragilidades e problemas nas redes de proteção dos direitos nas cidades-sedes da Copa. Além disso, foi constatado que não houve nenhuma melhora ou investimento para modificar a realidade nas cidades que receberão jogos da Copa. O mapeamento foi iniciado no ano passado, com organizações da sociedade civil e outras entidades estratégicas.

A articulação “Entre em Campo – Redes Pelos Direitos da Criança e do Adolescente” reúne a Rede ECPAT Brasil, Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, Associação Nacional dos Centros de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Seção Defense for Children Brasil (Anced/DCI Brasil), Fórum Nacional de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (FNDCA) e Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *