ProjetoCurumim7Violência sexual, direitos e deveres e protagonismo juvenil foram alguns dos temas abordados em palestras realizadas pelo Projeto Curumim, desenvolvido pelo Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Maria dos Anjos – Cedeca/RO, nos distritos de Jaci-Paraná, Nova Mutum e Abunã, nos meses de novembro e dezembro.

De acordo coordenadora do projeto, psicóloga Deise Cidade, as ações tem dois seguimentos. O primeiro alcançar a comunidade com discussões de temas que envolvem abuso e violência sexual contra crianças e adolescentes, conscientiza-los sobre a importância de denunciar as práticas existentes e a busca de atendimentos ás vitimas nos órgãos competentes. O outro, a formação de grupo de protagonistas juvenis para dar continuidade às ações de enfrentamento e fortalecimento junto à rede de proteção de direitos.

As atividades alcançam crianças de seis e 17 anos e são realizadas nas escolas estaduais e municipais dos três distritos, além de espaços públicos, como a Associação de Mulheres de Jaci-Paraná. O projeto é executado com recursos do Fundo Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente.

A elaboração do Curumim foi motivada entre outros fatores, pelos dados de violência sexual infanto juvenil divulgados por órgãos públicos e pelos freqüentes casos que repercutem na imprensa. As localidades foram diretamente afetadas pelo crescimento populacional desordenado, principalmente do sexo masculino, atraído pela construção das usinas hidrelétricas do rio Madeira, em Porto Velho.

Mesmo com a etapa final das obras e a evasão de trabalhadores, os distritos ainda sofrem com as conseqüências. Principalmente, o encerramento as atividades de compensações sociais, antes desenvolvidas pelos consórcios responsáveis pelas hidrelétricas.

Deise Cidade destaca ainda que o projeto Curumim diagnosticou a carência de lazer e promoção da cultura nas localidades, direitos preconizados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Por isso, além dos objetivos previstos no projeto, a equipe do Cedeca realiza oficinas de cunho artístico e cultural, com forma de garantir “voz” à juventude da comunidade.

Para 2015, a meta é continuar os encontros e ciclos de palestras nas escolas e espaços públicos das localidades, promover campanhas de enfrentamento a violência e pit stop com panfletagem de folders de conscientização e informações para denuncias.

Ascom/Cedeca RO

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