Projeto Curumim - pais - Abunã - 22Abril2015 (2)Mudanças bruscas de comportamento, sono perturbado, pesadelos, tristeza ou choro sem razão aparente e estado de alerta constante, são alguns dos indicativos de que uma criança e/ou adolescente pode estar sofrendo abuso ou exploração sexual. Como perceber e denunciar tais violações de direitos humanos foram temas abordados pelo Projeto Curumim, em reunião com pais e estudantes dos distritos de Abunã e Jaci-Paraná, em Porto Velho, nos dias 22 e 23 de abril.

O projeto Curumim é desenvolvido pelo Centro de Defesa da Criança e do Adolescente ‘Maria dos Anjos’ – Cedeca/RO, através do Fundo Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente. O objetivo é contribuir através da sensibilização e do conhecimento, contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes, nos distritos de Jaci-Paraná, Nova Mutum e Abunã. Localidades diretamente afetadas com as construções das hidrelétricas do rio Madeira.

As oficinas são ministradas pela psicóloga Deise Cidade. Segundo ela, a atividade é importante para romper barreiras e levantar a discussão em espaços públicos, principalmente na escola. “Algumas pessoas ainda sentem dificuldades em lidar com a temática, devido aos tabus que envolvem o tema sexualidade”, destaca.

O assunto é tratado com metodologia dinâmica e explicativa de forma que participantes se sintam à vontade para esclarecer dúvidas e até contar alguns casos que aconteceram na própria comunidade. Entre as técnicas aplicadas esta utilização de vídeos explicativos e a ‘Caixa de Tabus’, brincadeira em que os pais e estudantes retiram bilhetes da caixinha surpresa e são questionados com conceitos que podem ser “mito ou verdade”.

“Tratar de violência sexual contra crianças e adolescentes não é questão de valores, mas sim de educação e saúde, de direitos humanos fundamentais”, ressalta Deise Cidade.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, ser criança, adolescente ou jovem é estar em constante transformação do corpo e da mente. Não é por estar em fase de desenvolvimento, porém que não são sujeitos de direitos. É dever de todos zelar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante e vexatório ou constrangedor (Art. 18/ECA).

Ascom Cedeca/RO

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