A comemoração dos 25 anos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) reuniu entidades e defensores dos direitos humanos no Vale do Anhangabaú em São Paulo. Nesta segunda-feira, (14/07), o CEDECA Limeira participou deste encontro organizado pela Frente Nacional Contra a Redução da Maioridade Penal que também enfatizou o protesto “25 anos do ECA: o Brasil diz não à redução”. Para acompanhar a mobilização, os adolescentes que participam das oficinas ministradas pelos educadores sociais da entidade integraram o grupo que representou a instituição no evento.

A manifestação seguiu para Praça da Sé e estimulou as pessoas que passavam no caminho a participarem. Com cartazes recheados de dizeres como “Fora Cunha e redução não é a solução ou nem cadeia nem caixão, quero mais educação”, os manifestantes aglomeraram-se nas ruas de São Paulo para fortalecer a corrente contra a diminuição da maioridade penal, com vozes que ecoavam a frase “É ou não é piada de salão, tem bandido de gravata defendendo a redução! ”.

Para o educador social, Humberto Ramos, a ocasião mostrou ao país e para São Paulo que a sociedade brasileira pensa diferente das estatísticas que apontam que mais de 80% da população é a favor da redução. Ele levantou o questionamento “Qual é o nível de informações que as pessoas têm acerca da criminalidade e de adolescentes infratores? Elas não sabem que os adolescentes cumprem medidas socioeducativas e que são chamados às suas responsabilidades e que em outros termos, tendo em vista do que acontece de fato, eles são punidos, o que não deveria ser, mas a realidade da Fundação Casa é de punição” pontuou, Ramos.

“Nós não temos uma efetivação do que é preconizado pelo ECA e pela Constituição Federal e nem um sistema que trabalhe para reinserir o jovem ao convívio social, de forma que ele tenha tido uma experiência de educação e oportunidade”, complementou o educador.

Em relação ao ato, Ramos avaliou que “a marcha representou também para nós mesmos, a sensação que resistimos e temos resistido a fim de fazer tudo para que os direitos desses meninos sejam garantidos e não extirpados. É o que a gente tem anunciado a cada ato”, concluiu o representante do CEDECA sobre o evento.

Ascom Cedeca Limeira (SP)

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